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Nome: Edmur Hiroshi Hashitani
Apelido: Bobby
Idade: 21

O Ombudsman do Mundo dá sua opinião sobre os filmes que assiste!

Ombudsman: Pessoa que fiscaliza a organização da qual faz parte, representando os interesses da sociedade. Tem como função prática criticar sua própria empresa. Palavra de origem sueca: "umbuds man".

Ombudsman do mundo: O Ombudsman do Mundo dá sua opinião sobre os filmes que assiste!

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Sábado, Agosto 25, 2007

Post TV 1


Triplo X – xXx
Direção: Rob Cohen
Roteiro: Rich Wilkes
Elenco: Vin Diesel, Asia Argento, Samuel L. Jackson, Marton Csokas
Gênero: Ação
2002 / USA
124 min

Xander Cage ou Triplo X (Vin Diesel) é um amante dos esportes radicais capturado pelo serviço secreto americano e enviado a Praga na República Tcheca pelo agente Augustus Gibbons (Samuel L. Jackson). Sua missão na Europa é se infiltrar em uma quadrilha de roubo de carros liderada por Yorgi (Marton Csokas), um ex-militar russo com planos anárquicos para o mundo.

Logo, Cage se apaixona pela bela Yelena (Asia Argento), companheira de Yorgi e tenta usá-la para descobrir as verdadeiras intenções do bando russo. A coisa fica feia quando descobrem que ele é um agente americano e o seu tempo para impedir os apocalípticos planos do terrorista começa a encurtar.

O filme é repleto de coisas explodindo, balas passando, perseguições em alta velocidade, enfim, todos os ingredientes para se ter uma ação que prende a atenção do espectador. É mais ou menos o John McLane misturado com o James Bond (sem o Bond-charme), o Inspetor Bugiganga e um atleta radical.

No geral, Triplo X é bom naquilo que se propõe. Uma ação, com roteiro razoável e algumas passagens, como o mocinho que sempre escapa ileso de toneladas de chumbo passando, acaba sozinho com exércitos de grandões armados e desafia o próprio comandante para salvar o mundo, que apesar de considerados clichês do gênero, não chega a ser exatamente um problema. Até porque, são muitas destas cenas que acabam garantindo um público relativamente fiel.

Nota: 7,0

posted by edmur hiroshi hashitani @8:50 PM

Dúvidas, críticas e elogios:



Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Post Vídeo 3



Últimos Dias – Last Days
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Gus Van Sant
Elenco: Michael Pitt, Lukas Haas, Asia Argento, Scott Patrick Green
Gênero: Drama
2005 / USA
97 min
Site oficial: www.lastdaysmovie.com

Blake (Michael Pitt) é um astro do rock em conflito consigo mesmo. Após sair de uma clínica de desintoxicação, ele se esconde em uma casa de campo onde sua banda está hospedada. Sua vida é uma aventura bipolar, dividida em momentos de euforia, onde corre pela mansão empunhando uma espingarda e tempos quase vegetativos onde não consegue se manter em pé.

A peça segue nesta viagem solitária de Blake, com pouquíssimas interações com outras pessoas, mesmo com os integrantes de sua banda, que estão sob o mesmo teto, os diálogos não existem. Apenas monólogos desconexos enquanto anda no meio do nada.

Banda esta que tem participação quase figurativa, dando a impressão que foi colocada pra mostrar idéias soltas sobre religião e sexualidade e não para parecer uma banda de rock.

Já não bastasse o roteiro monótono e sonolento, Van Sant ainda utiliza um recurso de repetição de cenas inteiras por duas ou três vezes. Alguns diretores, como Haneke, utilizam isso com maestria, mas no caso de Últimos Dias, ficou totalmente descontextualizado, tornando apenas o filme mais chato.

Quem ouve que o filme é baseado parcialmente nos momentos finais de Kurt Donald Cobain, líder do Nirvana, maior expoente do movimento grunge e idolatrado por muitos até hoje, imagina que o tenham rodado para ser um sucesso comercial. Ledo engano. Leia de novo: baseado parcialmente. Segundo texto explicativo no fim do filme, se trata de uma obra de ficção, sendo que seus personagens não representam alguma realidade e qualquer semelhança é mera coincidência. Fim de novela, sabem? Pra se ter uma idéia, a maior semelhança entre Blake e Kurt é o cabelo loiro jogado na cara e o vestido de mulher.

A nominação dos personagens também é, digamos, inusitada: exceto Blake, todos os outros têm os mesmos nomes reais dos atores. Asia Argento é Asia, Scott Green é Scott e Lukas Haas é Lukas.

Enfim, Últimos Dias está mais para uma cansativa viagem experimental alucinógena do que para a história real da morte do roqueiro (não que ele não tenha morrido em situação toxicológica parecida) que dificilmente atrairá muito público e muito menos agradará algum fã de Nirvana que espere ter algo substancial sobre a morte de Cobain.

Se você é fã de Nirvana, não recomendo. Se você não é fã de Nirvana, também não recomendo. Só assista se tiver muita paciência para assistir o fim da vida de um jovem viciado se arrastando por um jardim enquanto não morre.

Nota: 5,0


posted by edmur hiroshi hashitani @4:55 PM

Dúvidas, críticas e elogios:


Terça-feira, Maio 29, 2007

Post Cinema 3



Baixio das Bestas - Baixio das Bestas
Direção: Cláudio Assis
Roteiro: Hilton Lacerda
Elenco: Mariah Teixeira, Fernando Teixeira, Caio Blat, Matheus Nachtergaele, Dira Paes, Gênero: Drama
2007 / BRA
80 min
Site oficial: www.baixiodasbestas.com.br

Mariah Teixeira vive Auxiliadora, uma menina de 16 anos (ouvi no filme, no site oficial diz 13) que é explorada pelo avô (Fernando Teixeira), que a exibe nua em um posto de gasolina em troca de dinheiro. Em uma destas exibições, Cícero (Caio Blat) a descobre e se apaixona. Entre uma tentativa e outra de se aproximar da jovem, Cícero e seu amigo Everardo (Matheus Nachtergaele) participam de orgias com prostitutas como a ambiciosa Bela (Dira Paes).

Fui ao cinema esperando muito de Baixio das Bestas, apesar de ter ouvido apenas um breve comentário sobre o filme, em algum programa de televisão que nem sei qual é, enquanto trabalhava. Esperava mais pelos elogios feitos ao diretor do que pelo conteúdo apresentado, já que não ouvi nada sobre a peça em si.

O principal ponto que Assis mostra em Baixio das Bestas, é a violência contra a mulher no nordeste do país. Atos como a prostituição, inclusive a infantil, o assédio sexual familiar e o estupro, estão mesclados no filme com tradições do povo nordestino, como o desfile de maracatu, que aparece em uma bela cena.

A temática foi abordada sem pudores, com cenas carregadas. Aliás, passagens consideravelmente longas são uma marca do filme, como quando tela é tomada por trabalhadores bóias-frias em cima de um caminhão, mostrando o sofrimento do povo daquela região do país.

Vencedor do Tiger Award Ex-Auquo do Festival de Rotterdam, melhor diretor no Festival de Paris e do prêmio de melhor filme do Festival de Brasília, definitivamente, Baixio das Bestas não foi rodado para ser um sucesso de bilheterias. Nada comercial e até certo ponto cansativo, apesar de curto. Saí do cinema com a impressão que devia assistir novamente para entendê-lo melhor, e achando-o muito chato (talvez não estivesse uma noite inspirada para filmes complicados). Porém, ao pensar para escrever este texto (ainda não li nenhuma crítica para não ser influenciado inconscientemente), acho que consegui compreender melhor sua ideologia.

Se você quer assistir algo para se divertir, passe longe. Mas se você pretende refletir e entender a vida da mulher no interior nordestino e estiver com uma certa dose de paciência, Baixio pode ser uma boa pedida.

Nota: 7,5


posted by edmur hiroshi hashitani @3:25 AM

Dúvidas, críticas e elogios:


Segunda-feira, Abril 30, 2007

Post Vídeo 2



A Cor da Noite - Color of Night
Direção: Richard Rush
Roteiro: Billy Ray e Matthew Chapman
Elenco: Bruce Willis, Jane March e Rubén Blades
Gênero: Suspense / Romance / Drama / Thriller
1994 / USA
121 minutos

Bruce Willis vive o psicanalista Bill Capa, que, abalado pelo suicídio de uma paciente, procura abrigo em Los Angeles com o amigo Bob Moore (Scott Bakula), também psicólogo. Quando seu amigo é morto, Capa se vê obrigado a assumir um grupo de cinco pacientes, onde todos são suspeitos pelo assassinato.

Logo o nova-iorquino conhece Rose (Jane March), uma jovem misteriosa e sedutora por quem se apaixona, apesar de não saber nada sobre sua vida. Logo, começa a desconfiar das atitudes de Rose, que fica tensa quando ouve falar do amigo morto e sempre some sem dar explicações.

O filme é excelente, para ser passado no Cine Prive da Band, só. O roteiro é fraco, perdido, abusa das paranóias dos pacientes de Capa e das cenas de sexo. A história é desconexa, os personagens são forçados. Sem um integrante do elenco que tenha uma atuação de destaque, Bruce Willis brilha sozinho. A falha de Willis foi ter aceitado um papel tão ridículo. Já Jane March foi escolhida muito mais pelos dotes físicos do que por talento mesmo. Tanto que depois disso, não participou de nenhum filme importante.

Além de todos os problemas, o filme tem um final absurdo, recheado de clichês, apesar de inimaginável durante a trama. Pela primeira vez assisto um filme do Willis e me arrependo profundamente.

Nota: 5,5


posted by edmur hiroshi hashitani @7:52 PM

Dúvidas, críticas e elogios:


Domingo, Abril 29, 2007

Post Cinema 2



A Estranha Perfeita - Perfect Stranger
Direção: James Foley
Roteiro: Todd Komarkicki
Baseado na estória de Jon Bokenkamp
Elenco: Halle Berry, Bruce Willis e Giovanni Ribisi
Gênero: Suspense / Drama
2007 / USA
109 minutos
Site oficial: www.sonypictures.com/movies/perfectstranger

Rowena Price (Halle Berry) é uma jornalista de Nova Iorque, que junto com seu colega Miles Haley (Giovanni Ribisi), um programador de computadores apaixonado pela repórter, vive a frustração de um furo de reportagem sobre um senador americano ter sido vetado por seu chefe para acobertá-lo. Ela vê a oportunidade de dar a volta por cima quando é procurada por Grace (Nicki Aycox), sua amiga de infância e que faz acusações de adultério contra Harrison Hill (Bruce Willis) um magnata da publicidade viciado em relacionamentos pela internet.

Com a morte de Grace, Rowena e Miles começam uma série de investigações para tentar provar que Hill é o responsável pelo assassinato. Para isso, infiltra-se em sua agência de publicidade, com uma identidade falsa, além de procurá-lo na internet com um terceiro nome. O clima esquenta quando a repórter descobre que não é a única a ter mais de uma identidade. A jornalista também é assombrada por lembranças do passado, que acabam sendo a peça chave do filme.

Um belo suspense, cheio de surpresas durante seu desenrolar, com pistas que fazem o espectador raciocinar e ir montando uma espécie de quebra-cabeças com as pistas colhidas pela dupla Rowena e Miles. Apesar da infinidade de informações que vão surgindo, o filme é muito bem amarrado e tem um final surpreendente.

Bruce Willis teve uma boa atuação no filme. Nada de excepcional, mas manteve o bom nível de sua carreira. Halle Berry está exuberante e encarnou a jornalista com personalidade. Porém, o destaque fica para Giovanni Ribisi. No papel de Miles, ele conseguiu demonstrar sarcasmo, que aliás, é uma das características latentes da carreira de Willis, ironia e sofrimento, por conta de seu amor platônico por Rowena, de forma brilhante.

Nota: 7,5


posted by edmur hiroshi hashitani @1:56 PM

Dúvidas, críticas e elogios:




Post Vídeo 1



As Torres Gêmeas - World Trade Center
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Andrea Berloff
Baseado na história de John McLoughlin, Donna McLoughlin, William Jimeno e Allison Jimeno.
Elenco: Nicolas Cage, Maria Bello, Michael Peña, Maggie Gyllenhaal
Gênero: Drama, História
2006 / USA
129 minutos
Site oficial: www.wtcmovie.com

Confesso que não esperava muito deste filme, mas acreditava que seria possível manter a atenção nele. Ainda assim, a algum tempo queria assisti-lo, com a esperança de ser surpreendido, por ter Stone na direção e Cage no elenco; e também por conta de meu interesse pelo tema.

A idéia de contar a história de sobreviventes ao atentado é interessante, nada criativa, mas interessante. No entanto, contar a história de apenas dois deles, passando o filme inteiro mostrando seus diálogos debaixo dos escombros foi uma péssima idéia. O longa começa a se tornar cansativo, tedioso. Após a introdução, com os aviões atingindo as torres e os preparativos dos policiais para o resgate, não acontece nada a não ser o sargento McLoughlin (Cage) e o oficial Jimeno (Peña) tentando não morrer embaixo dos escombros e o desespero de suas famílias por não receberem notícias. Esta busca dos parentes é até emocionante no começo, mas cansa. O ápice negativo da trama é o encontro de Jimeno com Jesus Cristo durante um desmaio. Propaganda religiosa forçada, brava. Mas enfim, provavelmente muita gente adorou esta cena.

O que fico me perguntando é o porquê de contratar Nicolas Cage, pra mim um dos maiores talentos do cinema comercial atual para deixá-lo atuando por mais de uma hora com apenas seu rosto. O resultado foi uma atuação apagada, não por sua culpa, mas do fraco roteiro.

Se o objetivo de Stone era mostrar ao mundo o sofrimento de dois policiais sob os escombros das torres gêmeas, ele utilizou os elementos certos. Se pretendia que as pessoas assistissem e, ao término, o aclamassem, falhou. Dá a impressão de ter sido rodado apenas para servir de massagem no ego da população dos Estados Unidos. Até mesmo o título World Trade Center não se justifica. Apesar de o filme se passar todo no local do atentado, não conta a história do fato, limitando-se a flashes muito rápidos e raros. Acredito, e espero, que venham filmes melhores sobre o 11 de setembro de 2001.

Nota: 6

posted by edmur hiroshi hashitani @5:13 AM

Dúvidas, críticas e elogios:


Domingo, Março 25, 2007

Post Cinema 1



Número 23 - The Number 23
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Fernley Phillips
Elenco: Jim Carrey, Virginia Madsen, Logan Lerman e Danny Huston
Gênero: Suspense, Drama, Thriller
2007 / EUA
95 minutos
Site oficial: www.number23movie.com

Walter Sparrow (Jim Carrey) é um agente do controle de animais que, em seu aniversário, é presenteado com um livro, O Número 23, por sua esposa Agatha (Virginia Madsen). O livro fala sobre uma maldição que persegue o detetive Fingerling, onde o 23 e sua variante 32 são a chave de desastres não só na sua vida, mas também a um nível mundial. Sparrow entra então, em uma viagem paranóica de que a publicação seria sobre sua vida. Como o livro "termina" com o assassinato de Fabrizia, companheira do detetive, Sparrow passa a temer se tornar um assassino. Começa aí uma luta obsessiva para descobrir quem é o escritor que conhece tanto sobre seu passado e o porquê de o número começar a te perseguir por todo canto.

A intenção é boa, mas o roteiro do estreante Fernley Phillips é fraco e confuso e o diretor, o experiente Joel Schumacher, não conseguiu extrair todo o potencial de Carrey. O filme começa a se tornar cansativo a partir da primeira meia hora, quando começa a obsessão de Sparrow pelo número. As informações começam a ficar desconexas e o filme se perde. As diversas possibilidades de final, que normalmente tornam um suspense empolgante, neste caso tornam o filme maçante à medida que começam a ser reveladas. A atuação de Carrey é outro ponto fraco do filme. No papel do detetive Fingerling, seu desempenho é até razoável, porém, como Walter Sparrow, está totalmente apático, sem reação.

O final do filme é longo, dando a impressão que o roteirista não tinha mais o que dizer, então ficou apenas enrolando para contar quem era realmente o escritor de O Número 23.

O filme é uma decepção até mesmo para os aficionados pela teoria do 23, como o autor Phillips se auto-declara, pois não se explica claramente os fundamentos da maldição do número.

Mal amarrado, mal dirigido, e mal interpretado, Número 23 receber o Framboesa de Ouro seria um belo prêmio para Jim Carrey e sua paranóica viagem numerológica.

Nota: 5,5

posted by edmur hiroshi hashitani @7:20 PM

Dúvidas, críticas e elogios:


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